Não é de hoje que se reclama do aumento da criminalidade em Penha. Mas nos últimos meses, o número de ocorrências chegou a tal número que supera até mesmo o verão, quando o aumento da população, trazendo alguns visitantes indesejáveis tornava “natural” os assaltos nos comércios. Que isso esteja acontecendo com tal intensidade agora na baixa temporada é preocupante.
Pior são os assassinatos, pois além do dinheiro tão arduamente ganho pela gente honesta que trabalha, agora nossos cidadãos correm risco de vida. 07 assassinatos em 05 meses. Isso pode ser normal numa cidade maior, mas pra um município com menos de 25 mil habitantes proporcionalmente é mais do que em Navegantes, que é considerada a segunda cidade com maior índice de criminalidade de Santa Catarina.
Uma vez que nossas autoridades se esforçam para aumentar a migração, o assunto não pode mais ser tratado como secundário pelo prefeito e sua equipe. Afinal muitos vem morar aqui justamente por causa da tranqüilidade. A criminalidade ameaça não só o morador, como também o turismo e o futuro da cidade.
Claro que segurança pública é dever do governo do estado, que falha em Penha como falha em toda Santa Catarina. Não somos realmente uma exceção, mas vítimas de uma política equivocada de segurança que trabalha pouco na prevenção e não consegue providenciar os recursos para o tratamento.
Nossas autoridades há anos pedem efetivos que não são enviados, no máximo até chegam uns veículos novos, mas quem irá pilotá-los se falta polícia?
Mesmo assim, há muito que o governo municipal pode fazer. O mais urgente seria a criação da guarda municipal, para aliviar a Polícia Militar da vigilância dos problemas de trânsito e deixar nossos poucos efetivos a combater a criminalidade propriamente dita. Quem diz que isso custa dinheiro, ora, basta não perdoar as multas aqui aplicadas, e a arrecadação será suficiente para os salários e veículos destes guardas.
Segundo, é preciso investir pesado em atividades de prevenção, principalmente no setor educacional e cultural. As escolinhas de esportes estão desativadas. Faltam espaços públicos para as crianças se encontrarem de forma saudável, não só no esporte, como também uma fundação cultural que promova cursos neste setor. A vida das crianças e adolescentes em Penha é entediante, e as drogas muitas vezes acabam se tornando uma rota de saída para os mais impressionáveis.
Terceiro, é preciso tratar dos menores infratores, que apesar da crença popular da impunidade, o problema é que não há para onde a Justiça enviá-los. A Casa de correção em Itajaí está lotada. O correto seria construir aqui um lugar para a internação desses jovens, onde além de cumprirem uma pena pela responsabilidade de seus atos, teriam educação formal, cursos profissionalizantes, e acompanhamento médico e psicológico, para ajudar principalmente as vítimas do vício.
O que não pode é as autoridades cruzarem os braços sobre argumento de que o assunto não é da sua alçada. O bem estar do cidadão é sim da competência do governo municipal. Sua prioridade, até.
Pior são os assassinatos, pois além do dinheiro tão arduamente ganho pela gente honesta que trabalha, agora nossos cidadãos correm risco de vida. 07 assassinatos em 05 meses. Isso pode ser normal numa cidade maior, mas pra um município com menos de 25 mil habitantes proporcionalmente é mais do que em Navegantes, que é considerada a segunda cidade com maior índice de criminalidade de Santa Catarina.
Uma vez que nossas autoridades se esforçam para aumentar a migração, o assunto não pode mais ser tratado como secundário pelo prefeito e sua equipe. Afinal muitos vem morar aqui justamente por causa da tranqüilidade. A criminalidade ameaça não só o morador, como também o turismo e o futuro da cidade.
Claro que segurança pública é dever do governo do estado, que falha em Penha como falha em toda Santa Catarina. Não somos realmente uma exceção, mas vítimas de uma política equivocada de segurança que trabalha pouco na prevenção e não consegue providenciar os recursos para o tratamento.
Nossas autoridades há anos pedem efetivos que não são enviados, no máximo até chegam uns veículos novos, mas quem irá pilotá-los se falta polícia?
Mesmo assim, há muito que o governo municipal pode fazer. O mais urgente seria a criação da guarda municipal, para aliviar a Polícia Militar da vigilância dos problemas de trânsito e deixar nossos poucos efetivos a combater a criminalidade propriamente dita. Quem diz que isso custa dinheiro, ora, basta não perdoar as multas aqui aplicadas, e a arrecadação será suficiente para os salários e veículos destes guardas.
Segundo, é preciso investir pesado em atividades de prevenção, principalmente no setor educacional e cultural. As escolinhas de esportes estão desativadas. Faltam espaços públicos para as crianças se encontrarem de forma saudável, não só no esporte, como também uma fundação cultural que promova cursos neste setor. A vida das crianças e adolescentes em Penha é entediante, e as drogas muitas vezes acabam se tornando uma rota de saída para os mais impressionáveis.
Terceiro, é preciso tratar dos menores infratores, que apesar da crença popular da impunidade, o problema é que não há para onde a Justiça enviá-los. A Casa de correção em Itajaí está lotada. O correto seria construir aqui um lugar para a internação desses jovens, onde além de cumprirem uma pena pela responsabilidade de seus atos, teriam educação formal, cursos profissionalizantes, e acompanhamento médico e psicológico, para ajudar principalmente as vítimas do vício.
O que não pode é as autoridades cruzarem os braços sobre argumento de que o assunto não é da sua alçada. O bem estar do cidadão é sim da competência do governo municipal. Sua prioridade, até.
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